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As 10 Cidades Amiga da Bicicleta na Alemanha

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Francês lança serviço Bike Anjo em Vitória

O francês Emmanuel Favre-Nicolin vem chamando a atenção em Vitória por sua luta em defesa dos direitos dos ciclistas. Além de fomentar o debate sobre ciclovias e bicicletários, ele acaba de lançar o serviço ‘Bike Anjo’. O objetivo da iniciativa é trazer segurança para quem quer adotar a bicicleta como meio de transporte no seu dia a dia, mas ainda está precisando de um empurrãozinho para começar a pedalar.
Segundo o ciclista, que é um dos anjos do novo serviço, muitas pessoas não se sentem a vontade para andar de bicicleta na cidade de Vitória. Neste contexto, ele traça em seu blog (http://vitoria-sustentavel.blogspot.com.br) a rota mais segura para o ciclista. O Bike Anjo também pode acompanhar o ciclista no trajeto para o trabalho.
A informação de Emmanuel é que futuramente haverá também a atividade de iniciação à bicicleta e mecânica, para tornar o ciclista ainda mais seguro.
O ciclista francês que vai de Vitória a Cariacica diariamente de bicicleta garante que é possível mudar hábitos e conceitos a partir da pedalada. Segundo ele, o serviço tem o objetivo de ajudar as pessoas que querem utilizar a bicicleta como transporte em uma cidade com o trânsito um pouco mais agressivo e perigoso.
Ao todo, os bike anjos já atuam em 13 estados brasileiros. No Espírito Santo, além de Vitória, os “anjos” atuam também em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado.
Para quem ainda não conta com o serviço em sua cidade, no blog do ciclista é possível encontrar dicas de como se manter seguro no trânsito, orientação sobre a mão em que o ciclista deve pedalar, o posicionamento nas ruas e o que prevê o Código Nacional de Transito para os ciclistas.
No blog também é possível encontrar mapas sobre rotas alternativas, localização de ciclovias e bicicletários.

Fonte: Seculo Diário, 05/08/2012

Ciclovias, um bem necessário

Usar a magrela como principal meio de transporte na vida cotidiana é um sinal e tanto de civilidade. Além de fazer bem ao corpo, quem pedala cuida do meio ambiente por inteiro. Infelizmente, no Brasil ainda são poucas as cidades que investem em ciclovias. Mas a boa notícia é que cada vez mais a bicicleta vem sendo considerada uma aliada contra o caos urbano. Apesar de discretas, as ciclovias ganham importância no discurso do poder público e da sociedade. Confira abaixo bons exemplos de ciclovias pelo país afora e repense: será que o carro é mesmo a melhor opção? 

Rio de Janeiro
Todo mundo sabe que carioca adora esportes, praia, lazer e uma vida saudável, acima de tudo. Não é de se estranhar, portanto, que a capital fluminense seja a cidade brasileira com mais ciclovias. São 160 km entre praias e lagoas. 

São Paulo
Conhecida pelos grandes engarrafamentos, é de surpreender que São Paulo tenha tão poucas ciclovias. Ainda é difícil fugir do trânsito sobre duas rodas, mas se você quiser relaxar no fim de semana, o CicloFaixa de Lazer é uma boa pedida. O projeto oferece faixas exclusivas para bicicletas em ruas da cidade todos os domingos, das 7h às 14h. O legal é que o trajeto da ciclofaixa passa por quatro dos principais parques da cidade: o Ibirapuera, o Parque das Bicicletas, o Villa-Lobos e o do Povo. 

Litoral paulista
Se na capital paulistana as bicicletas possuem um espaço ainda tímido, o mesmo não se pode dizer das cidades do litoral do Estado. Numa ação conjunta das prefeituras, hoje é possível viajar da Praia Grande até o Guarujá quase que integralmente por ciclovias ou ciclofaixas. Só na Praia Grande existem 72 km de percurso exclusivo para bicicletas – o dobro da cidade de São Paulo. Já em Ubatuba, nove trechos foram inaugurados nos últimos anos. O resultado desse investimento é que, somadas, as ciclovias das doze principais cidades do litoral paulista somam 266 km. Uma rota para ninguém colocar defeito, certo? 

Aracaju
Com 62 km de ciclovias, a capital sergipana é um belo exemplo de cidade amiga dos ciclistas. E o objetivo é um só: transformar Aracaju na capital da bicicleta. A cidade conta ainda com três bicicletários mantidos pela prefeitura. Com uma malha de tamanho considerável, as ciclovias em Aracaju servem tanto para o lazer quanto para ir e voltar do trabalho. 

Afuá (PA)
A pequena Afuá, na ilha do Marajó, no Pará, é uma cidade singular. Nela, não há carros - ou seja, tudo é ciclovia! Toda a locomoção é feita por bicicletas. Por estar situada numa área de várzea, repleta de canais e palafitas, as bicicletas se tornaram o principal meio de transporte. Destaque para o “bicitáxi”, um veículo construído a partir da junção de duas bicicletas em que o passageiro também ajuda a pedalar, e a bicilância, a ambulância local. 

Ação popular
Se a iniciativa pública ainda não valoriza tanto as ciclovias, existem inúmeras iniciativas independentes que visam juntar esforços para propagar a bicicleta como um importante meio de transporte. Ponto de encontro entre os principais grupos de ciclistas do Brasil, o blog Bicicleta na rua traz informações quentinhas sobre o mundo das bikes.

E quem está cansado de esperar por mais ciclovias pode se inspirar na iniciativa de alguns jovens da cidade mexicana de Guadalajara. Em pouco tempo, eles criaram uma ciclovia na cidade por conta própria, provando que o que falta mesmo é boa vontade. Veja o vídeo!

Você conhece o movimento cycle chic? O site Adoro Maquiagem, da Natura, conta mais sobre essa onda de pessoas estilosas que andam de bike pelas grandes metrópoles. Vai lá!

Fonte desconhecida

Táxi-bicicleta é lançado na Ilha de Paquetá

[Foi lançada em janeiro deste ano] a primeira cooperativa carioca de táxi-bicicleta, principal meio de transporte sustentável utilizado na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro.

O veículo tem formato de um triciclo, e funciona através de um motor elétrico com bateria recarregável. Segundo a Cooperativa, em Paquetá, o transporte é usado na hora de ir às compras, e atende principalmente aos idosos, que são 70% dos moradores da Ilha.

Com a formalização do serviço, que conta com 150 condutores, a Cooperativa pretende expandir o projeto para além da Baía de Guanabara e passe a atender a Barra da Tijuca e a Zona Sul do Rio.

Fonte: BAND, 08/01/2012

Em Berlim, a bicicleta voltou a ser chique

Na capital alemã, para cada mil habitantes há 720 bicicletas e apenas 320 carros. Todos os anos são investidos 5,5 milhões de euros na segurança das ciclovias

Frauke Niemeyer e os filhos Roberta e Carlo na bicicleta modelo Christiania, que custa até 5.000 euros: "No Brasil, bicicleta é aparalho de ginástica"
Frauke Niemeyer e os filhos Roberta e Carlo na bicicleta modelo Christiania, que custa até 5.000 euros: "No Brasil, bicicleta é aparalho de ginástica" (Luciana Rangel)
No começo do século, os sininhos das bicicletas faziam parte da trilha sonora permanente de Berlim. Na década de 1950, a proliferação dos automóveis relegou as ‘magrelas’ às crianças e aos pobres. Com o planejamento da cidade e do tráfego em outro rumo, pedalar saiu de moda, além de não ser algo lá muito seguro. A queda do Muro de Berlim em 1989 acabou ajudando a derrubar o preconceito e a pavimentar um novo caminho para os ciclistas e toda forma de transporte mais saudável e ecologicamente correto. O resultado é que, nos dias de hoje, pedalar tornou-se “chique”, e a bicicleta foi incorporada pelas políticas públicas, que dão preferência a um transporte que, em troca, ajuda a cidade a ser mais limpa, silenciosa e menos engarrafada. No momento em que políticas sustentáveis são discutidas no mundo todo, com destaque para a Rio+20, no Rio de Janeiro, nos dias 20, 21 e 22 deste mês, o exemplo de Berlim parece inspirador.
A proporção de bicicletas e habitantes hoje é bastante favorável em Berlim. Para cada mil habitantes há 720 bicicletas e apenas 320 carros. Ou seja, os 3,5 millhões de habitantes movimentam 2,5 milhões de bicicletas. A cidade se preparou para que isso fosse progressivamente se tornando uma tendência. Mais de mil quilômetros de ciclovias atravessam a cidade e, recentemente, passaram a ser investidos 5,5 milhões de euros todos os anos na manutenção e no saneamento das ruas de Berlim, para permitir que os ciclistas pedalem com segurança e conforto.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do estado do Berlim, Christian Gaebler, o objetivo é investir nos próximos anos cerca de 17 milhões de euros por ano. O governo berlinense quer chegar em 2025 com 18% a 20% de todas as ruas da cidade com ciclovias. Segundo o ADFC (Associacao alemã de ciclistas), atualmente são 15% de vias próprias para os ciclistas – até meados dos anos 1990, as ciclovias estavam em apenas 6% dos caminhos da cidade, muito mais que qualquer cidade brasileira.

A mudança em favor dos ciclistas é um processo de ‘um pedal empurra o outro’. E apoiar publicamente as bicicletas tornou-se interessante para os políticos e gestores públicos. “É saudável, prática e não é cara", resume Gaebler.

De 2000 a 2011 mais de 25 quilômetros de ciclovias foram construídas e mais de 102 quilômetros foram riscados. A expansão impulsiona um mercado de peças, roupas, acessórios e, claro, bicicletas. Os pedidos são maiores do que os estoques das lojas. E alguns modelos não estão disponíveis para pronta entrega. No ano passado, foram vendidas na Alemanha 4 milhões de bicicletas – 2% a mais que em 2010.

O que os alemães estão dispostos a investir para pedalar também mostra que a moda é um mercado em crescimento. Em 2008 a média de investimento em uma bicicleta era 387 euros. Atualmente a média é de 495 euros, mas a variação de preços é imensa, e é possível escolher entre 1.600 modelos diferentes.

A moda na Alemanha no momento é a “Porsche das bicicletas”, a Koga-Miyata Spyker Aeroblade. Com guidão de titânio, rodas de carbono e alumínio e um banco de couro, pesa sete quilos e 12.000 euros.

Outro modelo bastante original que circula comumente pela cidade é a Christiania, utilizada pela escritora Frauke Niemeyer e seus filhos Roberta e Carlo. Trata-se de uma bicicleta dinamarquesa de três rodas, que custa de 2.000 a 5.000 euros e tem um "compartimento" na frente da bicicleta com proteção contra chuva e neve e cintos de segurança para as crianças. Em seu livro "Um ano no Rio de Janeiro", a autora relata sua surpresa em perceber que a maioria das pessoas encara a bicicleta como meio de lazer e não como transporte na cidade da Rio+20. "Fiquei impressionada. No Rio, quem não anda de metrô ou ônibus, prefere andar de táxi ou de carro. A bicicleta para os cariocas é um aparelho de ginástica”, compara.

Psicólogo e especialista em tráfego, Klaus-Peter Kalwitzki observa que o aumento do número de ciclistas provocou uma mudança no comportamento de pedestres e motoristas. E, na disputa por espaço nas ruas, os ciclistas têm preferido avançar sobre os automóveis: “Há raros acidentes entre bicicletas e pedestres, e são mais comuns as colisões com automóveis”, explica.

Entre os percalços para os ciclistas berlinenses há ainda um produto do mercado paralelo que a proliferação de bicicletas e consumidores gerou: o de produtos roubados. Um “medidor” de roubos indica que a cada minuto e meio é roubada uma bicicleta na Alemanha – ou mais de 130 mil só este ano.
Fonte: Veja, 10/06/2012

Iniciativas convencem europeus e americanos a trocarem o carro pela bicicleta

AMSTERDÃ > ESTACIONAMENTO À VONTADE
Editora Globo
HIPERGARAGEM: Estação central de trem de Amsterdã, com 10 mil vagas para bicicleta

A Holanda é o país ocidental que mais usa a bicicleta no dia a dia. Uma das explicações para essa popularidade é a integração promovida, desde a década de 1970, entre o uso de bikes e o de transporte público. Cerca de 40% dos usuários de trem vão até as estações pedalando, pegam o trem, desembarcam e pedalam de novo até o trabalho. Estima-se que em 2020 metade dos passageiros faça o mesmo. Para isso, haja estacionamento. Os arredores da estação central de Amsterdã têm garagens com cerca de 10 mil vagas. Na principal, a Fietsflat, cabem 2.500. Tudo é dividido em seções, linhas e 3 andares. Afinal, na volta do trabalho é preciso encontrar a bike, certo?

POLÍTICAS E RESULTADOS
• Desde os anos 70, a cidade reduz vagas e aumenta o preço de estacionamento para carros no centro
• Viagens de bike eram 25% do total em 1970. Em 2005, 37%
• 77% dos cidadãos com mais de 20 anos têm ao menos uma bicicleta, e metade pedala diariamente
• Acidentes com ciclistas diminuíram em 40% entre as décadas de 1980 e de 2000


PORTLAND > SEGURANÇA NO CRUZAMENTO
Editora Globo
PRIORIDADE: Espaço para bikes nos cruzamentos de Portland reduziu acidentes em 31%

Em 2008, dois ciclistas morreram em Portland, nos EUA, atropelados na ciclofaixa por um carro que virava à direita. Cerca de 70% dos acidentes de bike na cidade acontecem em cruzamentos. Por causa disso, a cidade, campeã do pedal no país dos carros, criou 14 bike boxes iguais aos da foto. Ao sinal vermelho, os motoristas param atrás da área verde, exclusiva de bikes, ou ganham multa de US$ 242 (como o carro preto da foto). Em dois anos, a presença de ciclistas nesses cruzamentos subiu 32%, e o índice de conflitos com motoristas caiu 31%.

POLÍTICAS E RESULTADOS
• Cidade tem projetos de incentivo ao uso de bicicletas detalhados até 2030
• 80% das crianças na escola recebem educação sobre segurança para pedalar
• Construiu 200 km de ciclovias entre 1996 e 2006. Hoje, são 466 km
• Uso de bikes para ir ao trabalho dobrou entre 1990 e 2000



COPENHAGUE > SINALIZAÇÃO ESPECIAL
Editora Globo
TUDO AZUL | Em Copenhagen, azul chama a atenção para rota dos ciclistas

Uma marca registrada dos cruzamentos de Copenhague, capital da Dinamarca, são as faixas azuis usadas para demarcar a rota de quem pedala. Mesmo com ciclovias e ciclofaixas à vontade, não há como evitar o encontro de carros e bicicletas nesses trechos. Então, a cidade usa a cor vibrante para chamar a atenção de motoristas para os ciclistas e evitar acidentes. Outra medida de segurança usada nos cruzamentos é dar sinal verde para os ciclistas antes — outro modo de priorizar os ciclistas, em relação aos automóveis.

POLÍTICAS E RESULTADOS
• Um terço do orçamento municipal de transportes é voltado para o ciclismo
• De 1995 a 2006, a quilometragem pedalada subiu 44% e os acidentes graves caíram 60%
• 20% do total de viagens são feitas de bike. No dia a dia para o trabalho, elas são 32%
• Uso de bikes entre pessoas com mais de 40 anos aumentou de 25% para 38% entre 1998 e 2005


ODENSE > CAMPANHAS PRÓ-BIKE
Editora Globo
MOCHILA E CAPACETE | Campanhas incentivam crianças de Odense a ir pedalando para a escola

A experiência de países europeus mostra que campanhas de incentivo ao uso de bicicletas são parte fundamental das políticas de estímulo às pedaladas. Na Dinamarca, por exemplo, a ONG Federação dos Ciclistas criou uma gincana nacional, que acontece uma vez por ano durante duas semanas, para incentivar crianças a irem de bicicleta para a escola, distribuindo prêmios para as que têm mais alunos pedalando. Em Odense, 26% do total de viagens são feitas de bicicleta. Entre os alunos do ensino fundamental, esse índice sobe para 43%.

POLÍTICAS E RESULTADOS
• Não é possível atravessar o centro de carro. Nas adjacências, estacionar automóveis é caro, bicicletas, grátis
• A cidade subsidia equipamentos de segurança e distribui frutas e doces para ciclistas
• De 1984 a 2002, o uso de bikes na cidade cresceu 80%
• Elas são usadas em um quarto do total de viagens


BERLIM > ALUGUEL SIMPLES E BARATO
Editora Globo
CALL A BIKE | Aluguel quintuplicou em Berlim, com sistema moderno nas estações

Sistemas de compartilhamento de bicicletas — que permitem alugá-las num ponto para deixá-las em outro — são mais uma ferramenta importante para popularizar as pedaladas como transporte urbano. A cidade de Berlim, uma das metrópoles que mais investe em bikes no mundo, tem uma das versões mais modernas desse sistema. A Deutsche Bahn, empresa de trens alemã, instalou 3.000 magrelas como as da foto nas estações da capital. O cidadão desbloqueia a bike por celular e paga com cartão de crédito. Para complementar, dá para planejar a rota por ciclovias, no celular, com dados sobre conexões com transportes, velocidade média e tempo de viagem.

POLÍTICAS E RESULTADOS
• Em 72% das ruas da cidade a velocidade máxima é de 30 km/h
• Verbas para incentivar uso de bikes aumentaram 4 vezes de 2000 a 2009
• Viagens de bicicleta subiram de 7% para 10% do total entre 1992 e 1998
• Acidentes fatais com ciclistas caíram 30% entre 1998 e 2004


LinkEditora Globo
Fonte: Revista Galileu, 08/06/2012